segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Correndo e comendo

Meus dedos
descem correndo
como se fossem pernas
em uma maratona
procurando a paz
e o descanso
momentânea e eterna
excitação
euforia
de completar
algo que se fez por prazer
ou dinheiro
ou os dois
descem correndo
corroendo
todo o desprazer
da vida e recoloca
os pelos ouriçados
em suas tocas
tocadas
sentidas
percebidas
invadidas
construídas
e destruídas
arrepiou-se
completou-se
e então, arrepiou-se
novamente
com a língua
que é sentida
e apreciada
ressaltada
e chupa
aqueles lindos mamilos
que morde
puxa
solta
lambe
e
estamos só no começo
correndo
comendo.

Ninfo

E então
Os gritos
Fazem todo o sentido
Eu não havia
Percebido
Que aquela ninfo
Estava enfiando meus dedos
Em sua boceta
Acordei e ela nem ligou
Não parou com os gemidos
Me animei, excitei e me enfiei
Coloquei pressão
E ela não pediu mais
Por que já tinha tudo
E qualquer foda
Para ela
Naquele momento
Seria sem importância
Num próximo futuro
E então ela iria querer mais
E eu, apenas dormir um pouco.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Acho que não sou um daqueles caras

Acho que não sou um daqueles caras
Que saem por aí matando aglomerados
De pessoas e foge de carro
Ou se dá um tiro na cabeça.
Ao menos mato meu sono
Ou uma mosca que pousa em minha sopa
Eu não costumo nem jogar o prato fora
Pois eu e ela estivemos na merda um dia
A tão somente um "literalmente" de diferença.

Também, não costumo usar religião como desculpa
Ou sentimentos como razão
Não acredito nessas forças ocultas
E nem em diferentes leituras de um ponto de exclamação!

E qual seria a minha vontade
De tirar a vida de alguém
Que, ou mal sabe o que tem
Ou vive pelo que fez?

Não mataria essas criancinhas
E nem todos aqueles adultos
Não, eu não tenho problemas com idosos e nem com bebês
Mas se eu não mato nem a mim mesmo
Por que mataria a eles ou vocês!?

Acho que não devo ser um daqueles caras.

O meu quadro

Eu fiz um quadro
Ele era legal
E um tanto quanto
Bonito.

Eu o vendi por algum trocado
Que eu conseguiria
Entregando panfletos
Em uma rua movimentada.

Então eu peguei o dinheiro
E o troquei
Por gasolina.

Quiseram-me

Bebi
E desceu
Queimando

Suspirei
E saiu
Aliviando

Beijei
E me senti
Estremecendo

Amei
E me quiseram
Correndo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O semáforo e o jeans

Parei no semáforo
Me olhou como um disparo
A rua atravessara
Com seus passos, que
Levemente exala
Toda a auto-confiança
Que seu belo rabo
Me levara

Enquanto a corrente
De ar passava
Em minha janela aberta
Meus olhos a atravessavam
E a fitavam
Com atentos olhos de guerra

E aquelas coxas
Sob os apertados jeans
Eram firmes
E lisas
E estava super afim
Mas vejo meu pensamento
Simplesmente tresmalhar-se
Seria ótimo
Se com as coxas
O jeans e a transa
Eu ficasse.

Algo molhado e quente

Minh
as m
ãos
tocam
seus
belos
e lin
dos
seios
redon
dos
e ch
eios
ado
ráveis
oníri
cos.

Minh
a lín
gua to
ca seu
s exci
tados
mami
los
e os
chup
a en
quanto
mordis
co bem
na ponta.

E meus
dedos
correm
ao lon
go de
sua boc
eta mo
lhada
e exci
tada
enquan
to enfi
o-me
dentro
de ti
percebo
que as
vezes
algo
que se
molha
é to
talmente
quente.

Um Colar Saltitante

Tantas esquinas cruzando
E com todas as damas, topando
Algumas fodiam bem
Outras, nem tanto

Todas as cinturas
Em movimentos circulares
Não são previstas nem pelas centúrias
A movimentanção de seus colares
Que vêm, e vão
E sobem e descem
Batem no peito
E desaparecem.

Ligeiramente, esbarro
Com um deles no colchão
Enquanto elas se limpam no banho
E eu me preparo
Para mais uma foda arrepiante
Procurando mais algum colar saltitante.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A Saia da Discórdia

Ela era apertada,
Amaciava e ressaltava
Aumentava e arrebitava
Aquela linda bunda.

Não era vulgar
Era simples. Era onírico
A sensualidade ao caminhar
Em um tipo de prazer empírico.

E que viagem era
O seu desfilar
Naqueles movimentos, impera
Toda a vontade de amar.
Foder e amar.
Causada pela saia.
A saia da discórdia.